Mensagens no celular do empresário Daniel Vorcaro mostram que seu então advogado, Walfrido Warde, manteve contato direto com o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, horas antes da primeira prisão do banqueiro, em 17 de novembro do ano passado. Em uma conversa enviada a Vorcaro, Warde chegou a dizer que estavam “infernizando o cara”, se referindo ao magistrado.
A Polícia Federal investiga que Vorcaro teria obtido informações sigilosas sobre a investigação e procedimentos do Banco Central por meios ilícitos, repassando dados ao advogado para tentar evitar a prisão e deixar o país. O empresário foi detido ao tentar embarcar para o exterior, e registros indicam que ele tinha detalhes sobre o inquérito e nomes de delegados e procuradores envolvidos no caso.
Na véspera da prisão, Vorcaro anotou o nome do juiz e perguntou se alguém tinha proximidade com ele, um indicativo de que já sabia detalhes do processo sigiloso. No dia da operação, o advogado tentou contato direto com o juiz e enviou petição para tentar barrar as medidas contra o cliente, sem sucesso. A Polícia Federal entende que a negociação da venda do Banco Master anunciada por Vorcaro foi usada para justificar sua saída do país.
O escritório do advogado nega irregularidades e afirma que atuou dentro da lei. A defesa do empresário também se recusou a comentar o conteúdo das mensagens, alegando sigilo profissional. Apesar da soltura inicial, a prisão preventiva de Vorcaro foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal após análise dos novos elementos encontrados.
Com informações do Agora RN.
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