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sábado, 18 abril / 2026

O debate sobre o possível fim da escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho seguidos de um de descanso, já não é só político: virou preocupação real para empresários, especialmente de pequenas e médias empresas. A Confederação Nacional do Comércio estima que a mudança pode aumentar os custos em mais de R$ 350 bilhões por ano, pressionando margens e elevando preços ao consumidor.

Enquanto grandes redes veem o ajuste como um desafio operacional, para negócios menores o impacto pode ser grave, colocando em risco o equilíbrio financeiro. A redução da jornada expõe uma deficiência crônica da economia brasileira: a baixa produtividade. Muitas vezes, a produção cresce mais por horas extras e aumento do número de funcionários do que por eficiência real.

Com juros altos e consumidores sensíveis a preço, o modelo atual se torna insustentável. As empresas têm quatro caminhos: repassar custos, cortar funcionários, absorver perdas ou transformar processos. A última opção, embora complexa, é a mais sustentável, exigindo investimento em tecnologia, digitalização e uma mudança cultural que valorize resultados, não apenas presença.

O debate sobre o 6×1 funciona como um alerta: negócios que dependem de jornadas longas terão de se reinventar para sobreviver. A eficiência e a produtividade por hora trabalhada devem ser o foco para garantir competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

Com informações do Agora RN.

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