Ana*, 26 anos, viveu seis meses de sofrimento em um supermercado por assédio moral e sexual praticado pelo ex-patrão. Com medo, ela pediu demissão, mas não denunciou o abuso. Para ajudar vítimas como Ana, o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou uma cartilha que orienta como coletar provas para comprovar esse tipo de crime.
A procuradora Luciana Marques Coutinho, do MPT, destaca que gravar conversas, guardar bilhetes, e-mails e mensagens em redes sociais são formas eficazes de reunir evidências. Ela recomenda também manter um diário com o relato dos episódios, já que o impacto emocional pode dificultar a lembrança dos detalhes.
Por lei, as empresas devem oferecer canais internos para denúncia de assédio moral e sexual, além de promover capacitação sobre o tema. As vítimas ou testemunhas podem denunciar anonimamente ao MPT, sindicatos, Ministério do Trabalho ou por meio dos números Disque 100 e Ligue 180, voltado para atendimento à mulher.
Luciana ressalta que mulheres, especialmente negras, são as mais afetadas por essa violência, que pode ocorrer dentro ou fora do expediente, inclusive no teletrabalho. O assédio pode ser praticado por chefes, colegas ou subordinados, e a subnotificação é um problema sério devido ao medo de retaliações.
*Nome fictício para preservar a identidade.
Com informações do Agora RN.
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