MENU
sábado, 18 abril / 2026

Uma análise técnica da Polícia Federal sobre o celular do banqueiro Daniel Vorcaro questiona a explicação do ministro Alexandre de Moraes sobre mensagens trocadas entre eles em 17 de novembro de 2025. Moraes afirmou que os prints das conversas estavam em pastas de outras pessoas, sugerindo que as imagens haviam sido enviadas a terceiros. No entanto, peritos explicam que essa organização dos arquivos decorre do software usado na extração dos dados, não indicando envio das mensagens.

O programa utilizado pela PF, chamado IPED, reorganiza os arquivos extraídos com base em códigos criptográficos, agrupando prints e contatos em pastas conforme a assinatura digital, sem relação com o destinatário original. As capturas de tela foram feitas no dia da prisão de Vorcaro e estavam armazenadas na galeria do aparelho, mas no sistema da PF aparecem misturadas a contatos, o que não comprova qualquer compartilhamento.

Além disso, contatos citados nas pastas onde os prints foram encontrados negam ter recebido mensagens de Vorcaro. A análise técnica da PF permitiu visualizar as mensagens e arquivos que, no WhatsApp, seriam apagados após abertura, revelando conversas atribuídas ao ministro Moraes. O material mostra o número e nome dele como remetente, contrariando a versão apresentada pelo ministro sobre o conteúdo.

Em resumo, a perícia técnica desmonta o argumento de Moraes de que as mensagens não lhe pertenciam, mostrando que a organização dos arquivos é fruto do método de extração e não indica envio das imagens a terceiros. As evidências extraídas do celular de Vorcaro mantêm o ministro como interlocutor nas conversas analisadas.

Com informações do Agora RN.

Quer saber tudo
o que está acontecendo?

Receba todas as notícias do Portal Mossoró Ordinário no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

ENTRAR NO GRUPO