Salários altos no Judiciário e pisos baixos no serviço público reacendem debate sobre teto
A diferença entre os salários de profissionais de linha de frente do serviço público e os ganhos da alta burocracia voltou a provocar discussão. Enquanto enfermeiros e professores ganham entre R$ 4,7 mil e R$ 5,1 mil, magistrados e membros do Judiciário recebem valores que ultrapassam o teto constitucional de R$ 46,3 mil, graças a verbas indenizatórias e benefícios.
O piso nacional da enfermagem está congelado em R$ 4.750 desde 2022, sem correção integral diante da inflação. Já o piso do magistério subiu para R$ 5.130,63 em 2026, mas enfrenta dificuldades para ser aplicado em todo o país. Por outro lado, contracheques no Judiciário e Legislativo podem superar R$ 60 mil, considerando auxílios e retroativos.
Criado pela Constituição de 1988, o teto salarial deveria limitar os ganhos dos servidores públicos dos três Poderes. No entanto, a ampliação de pagamentos classificados como indenizações permite que alguns ultrapassem esse limite, gerando uma desigualdade estrutural no serviço público, especialmente em um momento de pressão fiscal e debate sobre reforma administrativa.
Com informações do Agora RN.
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