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sexta-feira, 27 fevereiro / 2026

A indústria do Rio Grande do Norte enfrenta sérias dificuldades para acessar crédito devido às altas taxas de juros, aponta pesquisa da Federação das Indústrias do estado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria. O levantamento revela que 83% das empresas têm problemas para obter financiamento de curto e médio prazo por causa do custo elevado. No caso do crédito de longo prazo, todos os entrevistados citaram os juros como o principal obstáculo.

Além do custo, a burocracia também pesa na hora de buscar recursos. Um terço das indústrias mencionou a exigência de garantias reais nas operações de curto e médio prazo, e metade enfrentou essa barreira no crédito de longo prazo, que ainda exige projetos formais de investimento. Por causa desses entraves, muitas empresas preferem não tentar o crédito: 63% não buscaram linhas de curto e médio prazo e 77% deixaram de tentar o financiamento de longo prazo.

Quando conseguem crédito, as indústrias aplicam principalmente na modernização de máquinas e equipamentos, visando aumentar a produtividade. Os bancos de desenvolvimento são as principais fontes de financiamento, usados por metade das empresas nos prazos curtos e médios e por todas no longo prazo. Apesar disso, apenas metade das indústrias obtém o valor total que solicitam no crédito de longo prazo.

A pesquisa também destaca o impacto dos custos tributários, como o IOF, nas decisões das empresas. Metade delas acredita que reduzir esses encargos facilitaria o acesso ao crédito. Atualmente, um terço afirma que o aumento do IOF já levou a desistências ou à redução dos valores pedidos. No geral, o alto custo do dinheiro, somado à burocracia, limita os investimentos e freia o crescimento da indústria potiguar.

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