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sábado, 13 junho / 2026

A produção de petróleo e gás no Rio Grande do Norte despencou para o seu ponto mais baixo desde a década de 1980. Em dezembro de 2025, o estado produziu cerca de 33 mil barris por dia, uma queda significativa em relação aos 36 mil barris registrados em outubro do mesmo ano. Há dez anos, a produção era quase o dobro do volume atual.

Especialistas e representantes do setor atribuem a baixa à saída da Petrobras de campos terrestres e rasos, que foram assumidos por empresas privadas menores, com menos investimento. Segundo o presidente do Sindicato dos Petroleiros, Marcos Brasil, a falta de recursos nas principais produtoras do estado freia o crescimento da produção, que poderia chegar a 70 ou 80 mil barris diários com investimentos adequados, gerando milhares de empregos.

O Rio Grande do Norte enfrenta desafios por conta dos chamados campos maduros, que demandam tecnologias complexas para manter a produção. A queda impacta diretamente a economia local, já que o setor representa mais de 40% do PIB industrial do estado. Municípios como Mossoró, Macau e Guamaré sentem os efeitos da crise, principalmente no comércio e no mercado de trabalho.

Apesar do cenário atual, o governo estadual projeta investimentos de R$ 3 bilhões até 2030, e a exploração da margem equatorial em águas ultraprofundas pode trazer novos ganhos para o setor nos próximos anos. Especialistas recomendam que as empresas aumentem os investimentos para reverter o declínio e ampliar a produção no RN.

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