Servidores públicos do Rio Grande do Norte estão impedidos de contratar novos empréstimos consignados pelo Banco do Brasil há sete meses. O motivo é o atraso do governo estadual no repasse das parcelas descontadas diretamente dos salários. Quem já tem consignado ativo enfrenta cobranças indevidas e até negativação nos órgãos de proteção ao crédito, mesmo com o desconto em folha.
Desde julho de 2025, o Estado desconta as parcelas dos empréstimos, mas não repassa o valor ao banco. Para evitar prejuízos, o Banco do Brasil suspendeu novos contratos e cobra diretamente dos servidores os valores atrasados, gerando inclusive cobranças duplicadas. O governo reconheceu o atraso, mas diz priorizar o pagamento da folha salarial para evitar faltar dinheiro aos servidores.
A situação motivou denúncias na Assembleia Legislativa. O deputado Gustavo Carvalho acusa o governo de “apropriação indébita” e tenta, sem sucesso, obter dados detalhados sobre a dívida de quase R$ 450 milhões. Ele já acionou o Banco Central e propõe a criação de uma CPI para investigar o caso. A presidente do sindicato dos servidores denuncia que o Estado está “confiscando” parte dos salários para cobrir a gestão financeira e cobra um calendário de pagamento para 2026, ainda não divulgado pelo governo.
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