O produtor cultural Amaury Júnior, à frente da Idearte Produções, que completa 15 anos em 2026, reforça a importância de unir propósito, público e mercado na produção cultural. Para ele, é fundamental criar conteúdos que dialoguem com o público e tenham significado, sem abrir mão das demandas comerciais. “Eu não produzo nada que eu não assistiria ou que eu não deixaria meus filhos assistirem”, afirma.
Amaury também aponta dificuldades estruturais que afetam o setor em Natal, como a escassez de espaços adequados para eventos e os altos custos de produção. Ele destaca que o Teatro Riachuelo é a única grande casa de espetáculos da cidade, mas com agenda lotada e valores altos, o que limita o acesso do público. O Teatro Alberto Maranhão, por sua vez, enfrenta problemas no entorno e não atrai mais tanta gente.
Além disso, o produtor ressalta entraves nas leis de incentivo à cultura, tanto municipais quanto estaduais, que têm reduzido o orçamento para projetos culturais locais. Segundo ele, essa situação prejudica a continuidade de iniciativas importantes, como o Projeto Seis e Meia, reconhecido como patrimônio cultural do RN. Amaury defende a profissionalização do setor e a diversificação das fontes de financiamento para fortalecer a economia criativa no estado.
Por fim, Amaury comenta sobre o crescimento do Grupo Idearte, que além da produtora, inclui rádio, TV e uma plataforma de venda de ingressos. Ele destaca a aquisição da Rádio Clube e da TV União (agora TV Clube) como passos para criar um ecossistema integrado de cultura e comunicação em Natal.
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