Sete anos depois do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 272 pessoas, o processo criminal finalmente começa a andar na Justiça. A partir de 23 de fevereiro, a 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte vai ouvir vítimas, testemunhas e os 15 réus envolvidos até maio de 2027.
Entre os acusados estão 11 ex-diretores, gerentes e engenheiros da Vale, além de quatro funcionários da TÜV SÜD, empresa responsável pela fiscalização da barragem. A juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima poderá encaminhar o caso para julgamento em júri popular após as audiências.
A tragédia expõe falhas comuns em grandes acidentes ambientais no país, como o rompimento da barragem de Mariana e o afundamento do solo em Maceió. Especialistas apontam que as mineradoras priorizam lucro em detrimento da segurança, enquanto a fiscalização pública é ineficiente e burocrática.
A Vale afirma estar cumprindo o acordo de reparação integral e investindo na recuperação socioambiental da região, assim como a Samarco, responsável pelo desastre de Mariana, que segue com ações de compensação e recuperação. Neste domingo, familiares realizam ato em memória às vítimas no Letreiro de Brumadinho.
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