O presidente do Inep, Manuel Palacios, afirmou que não houve erro nos resultados finais do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina no país. Cerca de 30% das instituições tiveram desempenho abaixo do esperado, com menos de 60% dos alunos considerados proficientes. O resultado serve para calcular o conceito Enade, que varia de 1 a 5, e notas 1 e 2 são consideradas insuficientes pelo Ministério da Educação (MEC).
Palacios reconheceu que houve divergência em dados preliminares enviados às faculdades sobre o número de estudantes proficientes, devido a um erro interno no Inep, mas afirmou que isso não afetou a classificação final dos cursos. Segundo ele, os boletins dos participantes e as notas oficiais divulgadas estão corretos e válidos.
Entretanto, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) questiona a transparência do processo, citando mudanças nos critérios metodológicos após o encerramento do exame e inconsistências na divulgação dos dados. A entidade aponta que a forma como os microdados foram liberados dificulta a verificação pelos cursos e aumenta a insegurança jurídica.
O MEC deve abrir um prazo de cinco dias, a partir do dia 26, para que as instituições possam apresentar esclarecimentos e contestar os resultados. Conceitos insatisfatórios podem levar a medidas cautelares, como restrição de vagas ou suspensão de novos alunos nos cursos afetados.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Portal Mossoró Ordinário no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.

