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sábado, 28 fevereiro / 2026

A Federação de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern) reforçou o pedido por um ajuste fiscal rigoroso no estado. O objetivo é liberar espaço no orçamento e facilitar o acesso a créditos para investir em segurança hídrica e infraestrutura produtiva. Dados oficiais mostram que os investimentos públicos estaduais caíram 40,8% entre janeiro e outubro de 2025, na comparação com o ano anterior.

O problema está no alto gasto com despesas correntes, especialmente com pessoal, que ultrapassou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, reduzindo a capacidade de investimentos. A saída temporária do Rio Grande do Norte do Programa de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) dificultou ainda mais a situação, já que o estado não conseguiu cortar despesas com pessoal.

Para a Faern, o retorno ao PEF deve garantir recursos prioritários para projetos que aumentem a competitividade do estado a médio e longo prazo, com foco na segurança hídrica. A entidade destaca que sistemas de abastecimento, adutoras e barragens são essenciais para enfrentar a seca, que deixou mais de 70% dos municípios potiguares em emergência no fim de 2025.

Um exemplo é a Adutora do Agreste Potiguar, que conta com quase R$ 450 milhões em investimentos federais e pode beneficiar dezenas de cidades, além de gerar empregos. A Faern alerta que, sem ajuste fiscal, o Rio Grande do Norte terá dificuldades para enfrentar a crise hídrica e atrair novos investimentos, comprometendo o desenvolvimento econômico da região.

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