O câncer de pâncreas, que causou a morte da atriz potiguar Titina Medeiros aos 48 anos, é pouco comum, mas um dos mais letais entre os tumores. O tipo mais agressivo, o adenocarcinoma, responde por cerca de 80% dos óbitos relacionados à doença. No Brasil, o câncer de pâncreas está entre os menos frequentes, com risco estimado em 1,7% ao longo da vida e quase 11 mil casos ao ano.
A dificuldade de identificar a doença precocemente é um dos principais problemas. Isso acontece porque o pâncreas fica numa região profunda do abdômen, e os sintomas iniciais são vagos, como náuseas, fadiga e perda de peso. Quando sinais mais claros aparecem, como icterícia e dor abdominal, o tumor geralmente já está avançado. O diagnóstico costuma ocorrer com atraso, o que prejudica o tratamento.
Entre os fatores que aumentam o risco, estão idade acima de 55 anos, histórico familiar, tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e síndrome metabólica. A prevenção passa por evitar cigarro, controlar o peso e moderar o consumo de bebidas alcoólicas. Não há recomendação para rastreamento em massa, e o acompanhamento é indicado só para quem tem alto risco genético ou histórico familiar.
O tratamento varia conforme o estágio da doença. A cirurgia é o único método com potencial curativo, mas só é possível em poucos casos. A quimioterapia é usada na maioria dos pacientes, principalmente quando há metástases. Apesar da gravidade, nem todo câncer de pâncreas é fatal, e existem tipos menos agressivos que têm melhor prognóstico.
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