A crise política na Venezuela tem dificultado ainda mais as negociações comerciais entre o Rio Grande do Norte e os Estados Unidos, afetando setores importantes da economia potiguar. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do RN, Roberto Serquiz, a tentativa de afastar Nicolás Maduro, apoiada pelo governo Trump, aumentou as tensões e gerou um ambiente mais hostil para acordos comerciais. A posição do presidente Lula, contrária à intervenção militar na Venezuela, também contribuiu para o esfriamento das conversas com Washington.
Com tarifas extras de até 50% sobre produtos como pescados, sal marinho, confeitaria e ração para pets, o tarifaço americano segue pressionando o mercado potiguar. Apesar disso, o governo estadual tem atuado para amenizar os impactos, oferecendo incentivos fiscais que chegaram a reduzir o ICMS em até 95% e antecipando créditos fiscais. Essas medidas ajudaram as empresas a manter a competitividade, especialmente diante da perda de espaço nos EUA.
Mesmo com as dificuldades, o Rio Grande do Norte fechou 2025 com superávit comercial de US$ 649,6 milhões, um crescimento de quase 19% em relação ao ano anterior. O Panamá liderou como principal destino das exportações potiguares, enquanto os EUA ficaram em quarto lugar. O governo estadual também aposta na diversificação de mercados, abrindo 14 novos destinos internacionais e promovendo programas de qualificação para exportadores.
Para os empresários, a situação exige mudanças estruturais, com foco em ampliar a presença em mercados da Europa, Ásia e Oriente Médio, além de investimentos em certificações e agregação de valor aos produtos. A dependência de commodities e da política externa americana torna o cenário ainda mais vulnerável. Enquanto a crise geopolítica persistir, o comércio exterior do RN deve seguir sob pressão, exigindo mais estratégia e articulação.
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