Um levantamento recente mostrou que 85% das famílias de Natal terminaram 2025 com algum tipo de dívida, número acima da média nacional, que ficou em 80%. Além disso, 32% das famílias da capital potiguar estão inadimplentes, ou seja, com contas atrasadas. Esse percentual, porém, caiu bastante nos últimos anos: em 2023, 56% das famílias tinham contas atrasadas.
Natal aparece em 10º lugar entre as capitais com maior endividamento, empatada com Porto Alegre, Curitiba e Cuiabá. Fortaleza e Belo Horizonte lideram com 90% das famílias endividadas, enquanto Belém tem o menor índice, 70%. A inadimplência também posiciona Natal entre as cidades com mais famílias com contas atrasadas, ao lado de Palmas, com 32%.
Especialistas destacam que a falta de educação financeira e o fácil acesso ao crédito, especialmente pelo ambiente digital, são os principais fatores para o endividamento crescente. A facilidade para obter cartões de crédito e as altas taxas de juros dificultam o pagamento das dívidas. Além disso, o consumo estimulado e a falta de planejamento financeiro aumentam o problema.
O economista Helder Cavalcanti alerta para os impactos negativos do endividamento, como a redução do poder de compra e o desvio de recursos para investimentos financeiros e jogos de aposta, que comprometem ainda mais o orçamento das famílias. Para ele, o maior desafio é promover a educação financeira, para que as pessoas aprendam a administrar melhor suas finanças e evitar o ciclo do endividamento.
Com informações do g1 RN.
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